Monday, July 10, 2006

GRANDE NOITE DE SONO!

Raimundo, o catalão, sempre disse que o objectivo era Berlin, 9 de Julho. Conseguiu lá chegar, sem saber muito bem como, mas não ganhou o jogo decisivo. Os jogadores que representaram a França demoraram mais do que eu pensava a fazerem as malas, no entanto não ganharam a taça. Isso é o que conta para a história.
Quanto a Zidane, eleito o melhor jogador do Mundial vá lá saber-se com que critérios, apenas tenho a dizer GRANDE CABEÇADA!

Escrevo aqui e agora o que já disse algumas vezes a mais do que 1 francês: A França nunca mais voltará a ser campeã do mundo a não ser que volte a organizar o grande evento! Tenho dito !

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Wednesday, March 08, 2006

Era uma vez … a impunidade

Esta manhã viajava eu tranquilamente lendo um dos jornais gratuitos no RER, comboio suburbano de Paris, quando começo a sentir o cheiro a fumo de cigarros. Ainda estava o comboio parado na gare de Juvisy.
Alguém fumava o seu cigarro como se estivesse na rua ou em própria casa. Era um tipo jovem, menos de 30 anos, que aproveitava a impunidade que impera em terras francesas. Encontrou um conhecido com o qual começou a contraternizar. Estavam ambos em amena cavaqueira, quando surgiu um agente policial a efectuar uma das ocasionais rondas para assegurar a segurança de quem viaja nos comboios suburbanos. Naturalmente que o fumador rapidamente lançou o seu cigarro janela fora. O polícia perguntou ao passageiro fumador pelo seu título de transporte. O passageiro disse que não tinha. Entretanto chegaram ao local do crime os outros 2 polícias que faziam a ronda. Inicia-se então a revista do fumador e o seu conhecido. Relativamente ao conhecido não vi o resultou dos « apalpanços » que lhe fez um polícia.
Depois de mostrar o seu bilhete de identidade de cidadão francês, o fumador foi apalpado, dizendo que ia sair em Savigny sur Orge, a paragem seguinte do comboio. Tendo o polícia descoberto alguns volumes « suspeitos » nos bolsos do fumador, pediu-lhe que esvaziasse os bolsos. Walkman, cassetes, cigarros, isqueiro e chaves constituiam o conteúdo retirado para cima da cadeira do comboio…
O fumador, perguntou depois ao bófia se ele estava satisfeito por o ter impedido de sair em Savigny sur Orge. A resposta foi negativa. Então o fumador perguntou se o polícia lhe ia passar um multa pela ausência de título de transporte. Mais uma resposta negativa. O fumador perguntou a seguir se ia ser multado por estar a fumar no comboio. Uma outra resposta negativa! Finalmente o fumador fez uma pergunta que o obteve uma resposta afirmativa: “Posso sair do comboio?” E lá saiu em Sainte-Geneviève-des- Bois. Com o fumador já fora do comboio, observei-o a falar com os seus botões, revelando alguma insatisfação pelo facto de ter saído duas estações depois do pretendido… Que punição!
O conhecido do fumador saiu depois em Saint-Michel-sur-Orge. Os 3 polícias sairam, tal como eu, em Brétigny-sur-Orge. Falavam alegremente entre eles, penso eu que com o sentimento de dever cumprido...

Thursday, March 02, 2006

RAIMUNDO "O CATALÃO" ATACA QUEM ASSOBIA FABIANO

Raymond Domenech, seleccionador francês, qualificou de "escandaloso e injurioso" o comportamento do público para com Fabien Barthez, ontem no Stade de France, no jogo com o Eslováquia (derrota dos gauleses por 2-1). Os adeptos não se cansaram de assobiar o guarda-redes."Considero de muito mau gosto os assobios dirigidos a Barthez. E digo muito claramente: os adeptos que vêm assistir a um jogo da selecção e apupam um dos seus jogadores é melhor ficarem em casa. Não precisamos deles. Fabien Barthez já deu provas do seu profissionalismo em muitas ocasiões. Foi um escândalo", declarou.

Há poucas semanas atrás o seleccionador francês de Rugby, BERNARDO A PORTA, chamou bourgeois de merde aos espectadores que durante um jogo do Torneio das 6 Nações assobiaram o seu compatriota MICHALAK. A PORTA disse depois lamentar a forma com qualificou os assobiadores do francês com nome polaco...

França: 1 - Eslováquia: 2

Os "azuis" conseguiram perder um jogo com a Eslováquia. Foi a primeira derrota desde que Raimundo "o catalão" tomou conta da equipa "francesa"(!). Aconteceu em pleno Stade de France, no "9-3".
Fiquei relativamente preocupado com esta derrota! Antes do EURO 2004 acumulavam não sei quantos jogos sempre a vencer e uma soberba série de mais de 10 jogos sem que o Fabiano marselhez fosse buscar a bola ao fundo da baliza. Estava tranquilo, pois sabia que lhes iria acontecer o que aconteceu. Regressarem a casa com as "valises" feitas sem honra nem glória. 4 jogos e 5 golos sofridos, repartidos por todas as partidas, são factos que provam o quanto eles eram os maiores.
Esta derrota pode comprometer a arrogância hexagonal de pensarem que ainda são os maiores do mundo. Podem abrir os olhos e meter na cabeça que dificilmente vão a Berlin em Julho de 2006. Pode ser muito mau, para mim, acordarem para a realidade!
Espero que a partipação "azul" no Mundial não se transforme no meu pesadelo! Esta derrota com a Eslováquia não se transforme no começo de uma bela aventura "francesa". Para mim pior do que ver Portugal regressar a casa depois de três jogos, só mesmo ver a selecção da França ir mais longe do que Portugal... e então se chegar a Berlin e regressar triunfante em vésperas do 14 juillet, nem se fala...

Monday, January 30, 2006

O PAPEL POSITIVO DA HIPOCRISIA FRANCESA (3)

França: PM Villepin satisfeito com supressão de artigo sobre colonização

Paris, 26 Jan (Lusa) - O primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, considerou hoje uma "boa solução" a decisão do Presidente da República de eliminar um artigo que determinava a inscrição nos manuais escolares do "papel positivo da colonização".
"É verdadeiramente o equilíbrio a que precisávamos chegar", afirmou o chefe de Governo, que se mostrou satisfeito por terem sido respeitadas "a sensibilidade dos territórios ultramarinos, em particular das Antilhas".
Villepin comentava, na conferência de imprensa mensal, a decisão anunciada por Jacques Chirac na noite de quarta-feira de iniciar um procedimento de supressão por decreto da segunda alínea do artigo 04 da lei de 23 de Fevereiro de 2005.
O texto determina que "os programas escolares reconheçam o papel positivo da presença francesa nos territórios ultramarinos, nomeadamente na África do Norte", afirmação que levantou polémica em França.
A sua redacção originou críticas e protestos em antigas colónias francesas e nos territórios ultramarinos, nomeadamente nas Antilhas francesas, onde o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, chegou a anular uma visita oficial.
O principal argumento dos opositores desta alínea é que devem ser os historiadores e não os legisladores a escrever a História, tendo ainda os partidos de esquerda acusado a direita de querer omitir a opressão por vezes praticada pela França sobre estes povos.
O pedido de eliminação, que tinha proposto pelos socialistas e rejeitada no Parlamento, será agora analisado pelo Conselho Constitucional, a que se seguirá um decreto de supressão da dita alínea.
O presidente da Assembleia Nacional, Jean-Louis Debrè, adiantou hoje na rádio Europe 1 que o processo que visa encerrar uma polémica, que dura há cerca de dois meses, deverá estar terminado dentro de "três semanas".

BM.
Lusa/Fim

Thursday, January 19, 2006

QUE CROMO!

França: Chirac admite responder com armas nucleares a ataques terroristas

Paris, 19 Jan (Lusa) - A França reserva-se o direito de ripostar com armas nucleares contra qualquer país que lance um ataque terrorista em território francês, afirmou hoje o Presidente francês, Jacques Chirac.
"Os dirigentes dos Estados que recorram a meios terroristas contra nós ou que considerem a possibilidade de utilizar armas de destruição maciça devem compreender que se expõem a uma resposta firme e consentânea da nossa parte. Essa resposta pode ser convencional, mas também pode ser de outra natureza", disse Chirac, sem referir nenhum país em concreto.
Esta é a primeira vez que a França admite usar armas nucleares contra o terrorismo.
A França planeou as suas forças nucleares para poder responder "com flexibilidade" a uma ameaça, disse Chirac, que discursava sobre a doutrina militar francesa às tripulações dos submarinos nucleares da base nuclear de Ile Longue, ao largo de Brest (oeste).
As reservas estratégicas e a defesa dos aliados são, em última análise, interesses que podem ser considerados vitais e que justificariam o recurso à dissuasão nuclear, acrescentou o Presidente francês.
Até agora, a França apontava como interesses vitais justificativos de um recurso ao nuclear a integridade do seu território, a protecção da sua população e o livre exercício da sua soberania.
Chirac frisou, no entanto, que qualquer "ameaça ou chantagem" visando esses interesses terá sempre de ser "avaliada pelo Presidente da República quanto à sua amplitude e potenciais consequências", análise decisiva para a sua qualificação como "interesses vitais".
"A luta contra o terrorismo é evidentemente uma das nossas prioridades", disse Chirac, acrescentando no entanto que "não se deve ceder à tentação de limitar o conjunto das problemáticas da defesa e da segurança a esse necessário combate ao terrorismo".
"Não é por surgir uma nova ameaça que todas as outras desaparecem", explicou, acrescentando que "o mundo é (hoje) marcado pelo aparecimento de afirmações de poder que assentam na posse de armas nucleares, biológicas ou químicas".
MDR.
Lusa/Fim

O PAPEL POSITIVO DA HIPOCRISIA FRANCESA (2)

L'incitation à reconnaître le "rôle positif" de la colonisation à l'école suscite une levée de boucliers

Article publié le 13 Avril 2005 Par Source : LE MONDE.FR
Extrait : Des historiens français et des associations de défense des droits humains protestent contre la loi du 23 février 2005 en faveur des rapatriés, qui demande notamment que les programmes scolaires "reconnaissent en particulier le rôle positif de la présence française outre-mer". Signataires d'une pétition lancée en mars et qui a recueilli un millier de signatures, des historiens comme Claude Liauzu, Gérard Noiriel et Gilbert Meyriel demandent l'abrogation d'une loi qui "impose une histoire officielle, contraire à la neutralité scolaire et au respect de la liberté de pensée qui sont au cœur de la laïcité".

O papel positivo da hipocrisia francesa

A l'origine de la polémique, le "rôle positif de la colonisation"

LEMONDE.FR 07.12.05 12h01 • Mis à jour le 07.12.05 12h23

A l'origine de la polémique sur la colonisation qui a entraîné l'annulation du voyage de Nicolas Sarkozy, l'article d'une loi sur les rapatriés du 23 février 2005, mentionnant le "rôle positif de la présence française outre-mer, notamment en Afrique du Nord", adoptée par l'UMP.
Issu de deux amendements UMP, l'article 4 de la loi du 23 février 2005 en faveur des rapatriés et des harkis stipule que "les programmes scolaires reconnaissent en particulier le rôle positif de la présence française outre-mer, notamment en Afrique du Nord".
Le 29 novembre, la majorité UMP a rejeté un texte socialiste visant à abroger cet article, suscitant de nombreuses réactions hostiles en Algérie et dans les DOM-TOM.Cet article, dénoncé par l'opposition, divise également la droite. Le ministre de l'outre-mer, François Baroin, a affirmé qu'il n'y avait pas d'"histoire officielle" en France, et il a jugé que la décision de Nicolas Sarkozy de reporter son déplacement aux Antilles était "sage".

"SUJETTE À CAUTION"
Il a souligné que l'article contesté n'était pas "le choix de l'UMP" mais l'initiative d'un parlementaire UMP. Cette initiative était "sujette à caution", admet-il néanmoins.
Le ministre de l'éducation nationale, Gilles de Robien, a également évoqué, mercredi 7 décembre, la loi de février 2005 mentionnant "le rôle positif de la colonisation" pour affirmer que l'histoire devait être enseignée à l'école "en toute neutralité et toute objectivité".Invité de la radio RMC, il a déclaré ne pas savoir, s'il avait été parlementaire à cette date, s'il aurait voté la loi. "On ne peut nier que ponctuellement il y eut des choses positives mais, globalement je ne peux le dire", a-t-il souligné.

Tuesday, January 03, 2006

França: Governo decide levantar estado de emergência

Aqui coloco um take da LUSA que ilustra uma situação interessante para o país que "inventou" os direitos humanos e pouco depois da revolução teve um Napoleão Bonaparte que reintroduziu a escravatura no território francês, corria já o século XIX...

03-01-2006 10:38:00. Fonte LUSA. Notícia SIR-7613264 Temas: política frança governo

França: Governo decide levantar estado de emergência

Paris, 03 Jan (Lusa) - O Governo francês decidiu hoje levantar o estado de emergência decretado a 08 de Novembro na sequência da onda de violência que começou nos arredores de Paris e se estendeu a todo o país, informou fonte governamental.
A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Ministros.
O estado de emergência foi decretado no âmbito de uma lei de 1955, aprovada durante a guerra da Argélia, que permite nomeadamente instaurar o recolher obrigatório e realizar rusgas sem necessidade de autorização de um juiz.
O Parlamento francês decidiu depois prolongar o estado de emergência a partir de 21 de Novembro e por um período máximo de três meses.
O levantamento desta medida de excepção foi anunciado segunda- feira pelo gabinete do Presidente francês, Jacques Chirac.
O estado de emergência foi decretado na sequência de três semanas de distúrbios e fogo posto em numerosos bairros desfavorecidos de cidades francesas.
Em contraste com a violência de há um trimestre, a pior situação registada desde a revolta estudantil de Maio de 1968 em França, a relativa calma durante as festas natalícias e de fim de ano justificaram a antecipação do levantamento do estado de emergência.
Na noite de fim de ano foram queimadas 425 viaturas, apesar do destacamento de cerca de 25.000 polícias, contra 333 no ano anterior, mas os incidentes não resultaram em qualquer nova onda de violência como a iniciada a 27 de Outubro com a morte de dois jovens, filhos de imigrantes, na região parisiense.
Nas três semanas seguintes, 200 edifícios públicos foram incendiados bem como 10.000 viaturas. Cerca de 5.000 pessoas foram detidas e mais de 400 condenadas a penas de prisão.
VM/JHM.

Monday, January 02, 2006

425

425 é o n° oficial de carros queimados por terras francesas durante a vulgarmente denominada noite de São Silvestre . Um balanço que revela um aumento de 27,6% relativamente ao ano anterior.
O frio que se fazia sentir não era enorme! Isso não impediu os franceses de incendiarem carros com a intenção de fazerem aquecer a noite de inverno. A tradição não pode ser quebrada, sobretudo depois das noites quentes da banlieue em Novembo 2005.
Esta manhã li no 20 MINUTES de hoje um pequeno texto que passo a transcrever na minha tradução directa do francês: " Nenhum* outo país da Europa foi atingido por incêndios de automóveis na noite de São Silvestre. As primeiras noites de Ano Novo marcadas pelos fogos em série remontam a uma quinzena de anos."

* O negrito foi posto por mim. O original não o continha!