Monday, January 30, 2006

O PAPEL POSITIVO DA HIPOCRISIA FRANCESA (3)

França: PM Villepin satisfeito com supressão de artigo sobre colonização

Paris, 26 Jan (Lusa) - O primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, considerou hoje uma "boa solução" a decisão do Presidente da República de eliminar um artigo que determinava a inscrição nos manuais escolares do "papel positivo da colonização".
"É verdadeiramente o equilíbrio a que precisávamos chegar", afirmou o chefe de Governo, que se mostrou satisfeito por terem sido respeitadas "a sensibilidade dos territórios ultramarinos, em particular das Antilhas".
Villepin comentava, na conferência de imprensa mensal, a decisão anunciada por Jacques Chirac na noite de quarta-feira de iniciar um procedimento de supressão por decreto da segunda alínea do artigo 04 da lei de 23 de Fevereiro de 2005.
O texto determina que "os programas escolares reconheçam o papel positivo da presença francesa nos territórios ultramarinos, nomeadamente na África do Norte", afirmação que levantou polémica em França.
A sua redacção originou críticas e protestos em antigas colónias francesas e nos territórios ultramarinos, nomeadamente nas Antilhas francesas, onde o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, chegou a anular uma visita oficial.
O principal argumento dos opositores desta alínea é que devem ser os historiadores e não os legisladores a escrever a História, tendo ainda os partidos de esquerda acusado a direita de querer omitir a opressão por vezes praticada pela França sobre estes povos.
O pedido de eliminação, que tinha proposto pelos socialistas e rejeitada no Parlamento, será agora analisado pelo Conselho Constitucional, a que se seguirá um decreto de supressão da dita alínea.
O presidente da Assembleia Nacional, Jean-Louis Debrè, adiantou hoje na rádio Europe 1 que o processo que visa encerrar uma polémica, que dura há cerca de dois meses, deverá estar terminado dentro de "três semanas".

BM.
Lusa/Fim

Thursday, January 19, 2006

QUE CROMO!

França: Chirac admite responder com armas nucleares a ataques terroristas

Paris, 19 Jan (Lusa) - A França reserva-se o direito de ripostar com armas nucleares contra qualquer país que lance um ataque terrorista em território francês, afirmou hoje o Presidente francês, Jacques Chirac.
"Os dirigentes dos Estados que recorram a meios terroristas contra nós ou que considerem a possibilidade de utilizar armas de destruição maciça devem compreender que se expõem a uma resposta firme e consentânea da nossa parte. Essa resposta pode ser convencional, mas também pode ser de outra natureza", disse Chirac, sem referir nenhum país em concreto.
Esta é a primeira vez que a França admite usar armas nucleares contra o terrorismo.
A França planeou as suas forças nucleares para poder responder "com flexibilidade" a uma ameaça, disse Chirac, que discursava sobre a doutrina militar francesa às tripulações dos submarinos nucleares da base nuclear de Ile Longue, ao largo de Brest (oeste).
As reservas estratégicas e a defesa dos aliados são, em última análise, interesses que podem ser considerados vitais e que justificariam o recurso à dissuasão nuclear, acrescentou o Presidente francês.
Até agora, a França apontava como interesses vitais justificativos de um recurso ao nuclear a integridade do seu território, a protecção da sua população e o livre exercício da sua soberania.
Chirac frisou, no entanto, que qualquer "ameaça ou chantagem" visando esses interesses terá sempre de ser "avaliada pelo Presidente da República quanto à sua amplitude e potenciais consequências", análise decisiva para a sua qualificação como "interesses vitais".
"A luta contra o terrorismo é evidentemente uma das nossas prioridades", disse Chirac, acrescentando no entanto que "não se deve ceder à tentação de limitar o conjunto das problemáticas da defesa e da segurança a esse necessário combate ao terrorismo".
"Não é por surgir uma nova ameaça que todas as outras desaparecem", explicou, acrescentando que "o mundo é (hoje) marcado pelo aparecimento de afirmações de poder que assentam na posse de armas nucleares, biológicas ou químicas".
MDR.
Lusa/Fim

O PAPEL POSITIVO DA HIPOCRISIA FRANCESA (2)

L'incitation à reconnaître le "rôle positif" de la colonisation à l'école suscite une levée de boucliers

Article publié le 13 Avril 2005 Par Source : LE MONDE.FR
Extrait : Des historiens français et des associations de défense des droits humains protestent contre la loi du 23 février 2005 en faveur des rapatriés, qui demande notamment que les programmes scolaires "reconnaissent en particulier le rôle positif de la présence française outre-mer". Signataires d'une pétition lancée en mars et qui a recueilli un millier de signatures, des historiens comme Claude Liauzu, Gérard Noiriel et Gilbert Meyriel demandent l'abrogation d'une loi qui "impose une histoire officielle, contraire à la neutralité scolaire et au respect de la liberté de pensée qui sont au cœur de la laïcité".

O papel positivo da hipocrisia francesa

A l'origine de la polémique, le "rôle positif de la colonisation"

LEMONDE.FR 07.12.05 12h01 • Mis à jour le 07.12.05 12h23

A l'origine de la polémique sur la colonisation qui a entraîné l'annulation du voyage de Nicolas Sarkozy, l'article d'une loi sur les rapatriés du 23 février 2005, mentionnant le "rôle positif de la présence française outre-mer, notamment en Afrique du Nord", adoptée par l'UMP.
Issu de deux amendements UMP, l'article 4 de la loi du 23 février 2005 en faveur des rapatriés et des harkis stipule que "les programmes scolaires reconnaissent en particulier le rôle positif de la présence française outre-mer, notamment en Afrique du Nord".
Le 29 novembre, la majorité UMP a rejeté un texte socialiste visant à abroger cet article, suscitant de nombreuses réactions hostiles en Algérie et dans les DOM-TOM.Cet article, dénoncé par l'opposition, divise également la droite. Le ministre de l'outre-mer, François Baroin, a affirmé qu'il n'y avait pas d'"histoire officielle" en France, et il a jugé que la décision de Nicolas Sarkozy de reporter son déplacement aux Antilles était "sage".

"SUJETTE À CAUTION"
Il a souligné que l'article contesté n'était pas "le choix de l'UMP" mais l'initiative d'un parlementaire UMP. Cette initiative était "sujette à caution", admet-il néanmoins.
Le ministre de l'éducation nationale, Gilles de Robien, a également évoqué, mercredi 7 décembre, la loi de février 2005 mentionnant "le rôle positif de la colonisation" pour affirmer que l'histoire devait être enseignée à l'école "en toute neutralité et toute objectivité".Invité de la radio RMC, il a déclaré ne pas savoir, s'il avait été parlementaire à cette date, s'il aurait voté la loi. "On ne peut nier que ponctuellement il y eut des choses positives mais, globalement je ne peux le dire", a-t-il souligné.

Tuesday, January 03, 2006

França: Governo decide levantar estado de emergência

Aqui coloco um take da LUSA que ilustra uma situação interessante para o país que "inventou" os direitos humanos e pouco depois da revolução teve um Napoleão Bonaparte que reintroduziu a escravatura no território francês, corria já o século XIX...

03-01-2006 10:38:00. Fonte LUSA. Notícia SIR-7613264 Temas: política frança governo

França: Governo decide levantar estado de emergência

Paris, 03 Jan (Lusa) - O Governo francês decidiu hoje levantar o estado de emergência decretado a 08 de Novembro na sequência da onda de violência que começou nos arredores de Paris e se estendeu a todo o país, informou fonte governamental.
A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Ministros.
O estado de emergência foi decretado no âmbito de uma lei de 1955, aprovada durante a guerra da Argélia, que permite nomeadamente instaurar o recolher obrigatório e realizar rusgas sem necessidade de autorização de um juiz.
O Parlamento francês decidiu depois prolongar o estado de emergência a partir de 21 de Novembro e por um período máximo de três meses.
O levantamento desta medida de excepção foi anunciado segunda- feira pelo gabinete do Presidente francês, Jacques Chirac.
O estado de emergência foi decretado na sequência de três semanas de distúrbios e fogo posto em numerosos bairros desfavorecidos de cidades francesas.
Em contraste com a violência de há um trimestre, a pior situação registada desde a revolta estudantil de Maio de 1968 em França, a relativa calma durante as festas natalícias e de fim de ano justificaram a antecipação do levantamento do estado de emergência.
Na noite de fim de ano foram queimadas 425 viaturas, apesar do destacamento de cerca de 25.000 polícias, contra 333 no ano anterior, mas os incidentes não resultaram em qualquer nova onda de violência como a iniciada a 27 de Outubro com a morte de dois jovens, filhos de imigrantes, na região parisiense.
Nas três semanas seguintes, 200 edifícios públicos foram incendiados bem como 10.000 viaturas. Cerca de 5.000 pessoas foram detidas e mais de 400 condenadas a penas de prisão.
VM/JHM.

Monday, January 02, 2006

425

425 é o n° oficial de carros queimados por terras francesas durante a vulgarmente denominada noite de São Silvestre . Um balanço que revela um aumento de 27,6% relativamente ao ano anterior.
O frio que se fazia sentir não era enorme! Isso não impediu os franceses de incendiarem carros com a intenção de fazerem aquecer a noite de inverno. A tradição não pode ser quebrada, sobretudo depois das noites quentes da banlieue em Novembo 2005.
Esta manhã li no 20 MINUTES de hoje um pequeno texto que passo a transcrever na minha tradução directa do francês: " Nenhum* outo país da Europa foi atingido por incêndios de automóveis na noite de São Silvestre. As primeiras noites de Ano Novo marcadas pelos fogos em série remontam a uma quinzena de anos."

* O negrito foi posto por mim. O original não o continha!